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Cambeense embarca rumo ao Haiti para participar de Missão de Paz da ONU
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23 de Julho de 2010 - 09h57min
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Divulgação
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O cambeense deixa dois filhos e a esposa no Brasil a fim de participar da Missão de Paz que pode durar de 6 meses a 1 ano
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Reinaldo Vanzan acredita que encontrará um cenário trágico quando chegar ao Haiti. Faz sete meses que o Haiti foi destruído por um forte terremoto. Já há algum tempo não se tem notícia de como está a vida dos atingidos pelo desastre natural. Os jornais, TVs, veículos de comunicação em geral foram em massa ao local cobrir a catástrofe em janeiro. Mas de lá para cá novas notícias surgiram, uma Copa do Mundo aconteceu.
Enquanto os jogadores da talentosa Espanha comemoravam o inédito título mundial, mais de 1,5 milhões de haitianos desabrigados continuavam morando em barracas ou vagando pelo país a procura de um novo lar.
É esse cenário que o cambeense Reinaldo Vanzan, 38 anos, vai encontrar nos próximos dias quando desembarcar com restante do Exército Brasileiro em Porto Príncipe, capital do Haiti, para compor as Forças de Paz da ONU. No total 2.500 militares brasileiros estarão servindo com o cambeense, que é 3º sargento do Batalhão de Infantaria Blindado.
Ele se voluntariou para servir no Haiti. “Mesmo sendo voluntario fui submetido a vários teste, como físico, de saúde e psicológico. O que me levou a ser voluntario foi, em primeiro lugar foi a realização profissional e em segundo a vontade de ajudar uma nação tão sofrida”, disse por e-mail Reinaldo que embarcou ontem para o Haiti.
Antes de ser considerado apto para fazer parte da Força de Paz ele passou por um treinamento de seis meses. “O processo de treinamento foi o mais próximo do que poderemos encontrar lá, tanto na área de segurança, como na área de catástrofe e de ajuda humanitária”, explica.
Reinaldo acredita que encontrará um cenário trágico quando chegar ao Haiti. “Estou preparado para enfrentar uma situação de miséria e de caos total e um povo precisando de muita ajuda. Nossa missão será de manter o país seguro e estável e também de participar junto com entidades de outros países na parte humanitária como na distribuição de água, comida e remédio, entre outros”.
O cambeense deixa dois filhos e a esposa no Brasil a fim de participar da Missão de Paz que pode durar de 6 meses a 1 ano. “A minha família está preocupada, mas ao mesmo tempo muito orgulhosa por eu estar participando de uma missão tão nobre e por representar meu país, meu estado e minha cidade”, diz ele, que deixou Cambé em 1991 quando entrou no exército.
“Nasci em Cambé, até hoje meu pai, mãe, irmãos e outros parentes estão na cidade. Já fazem 19 anos que deixei a casa onde morava no Cambé II, mas só pela minha profissão. Tenho muito orgulho de ser pé vermelho”, disse ele, que pisará em terreno bem distante do seu antigo lar.
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